Piracicaba

.: Batalha musical contra o trabalho infantil: estudantes são os protagonistas do evento

Data: 12/06/2018

Autor: Sabrina Rodrigues Bologna: 31076

Rappers batalhando em frente ao Coreto

 

Piracicaba, 12 de junho de 2018 – Público expectador e protagonista, emissor e receptor da mensagem, muito entrosamento e a certeza de que é necessário ampliar a linguagem, inserir o novo e respeitar as realidade culturais para falar sobre qualquer tema. Este é um resumo da Batalha Musical contra o trabalho infantil, realizada nesta manhã no coreto da Praça José Bonifácio, que contou com cerca de 400 estudantes de escolas estaduais, integrantes do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), do Instituto Formar e do Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola) e do público que parou para assistir a batalha de rap.

A condução da batalha ficou a cargo do MC Aleph e do DJ Igor, integrantes da Batalha Central, que há 9 anos realizam batalhas de MCs no segundo domingo do mês, a partir das 16h, na Praça José Bonifácio, além de realizar também nas escolas e nas periferias. A identificação dos alunos das Escolas Estaduais Aniger Francisco M Mellilo, Comendador Luciano Guidotti, Dr. Prudente, Edson Rontani, Professor Dr. João Chiarini, Luiz Gonzaga de Campos Toledo, Morais Barros, do CIEE, do Senac e do Formar foi imediata. Quem prestigiou, se divertiu e saiu de lá conhecendo um pouco do tema.

João Victor, ladeado pelo MC Aleph (à esquerda) e DJ Igor (à direita)

 

“O resultado foi melhor que o esperado por nós. Percebemos que acertamos em definir como linguagem de sensibilização dos adolescentes para a temática do trabalho infantil, a linguagem da Batalha de rap. É algo que povoa o universo deles e que atinge o que queríamos. É fundamental no aprendizado partir da realidade do público atingido para produzir o pensamento crítico.”, explica Marcos Hister, coordenador da Comissão Municipal de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil de Piracicaba (Competi) e técnico de segurança do trabalho do Cerest (Centro de Referência Especializado em Saúde do Trabalhador).

O vencedor da Batalha foi o aluno da escola Dr. Prudente, João Victor Ribeiro, de 14 anos, que explicou durante seu agradecimento que se preparou para participar da batalha e passar a mensagem dos malefícios do trabalho infantil. Ele ainda recebeu uma premiação ao final da batalha, que foi entregue pelo MC Aleph.

Além de João Victor batalharam os alunos Vitor Hugo Bueno e Felipe Bueno, da escola João Chiarini, Daniel Oliveira, da escola Edson Rontani, Felipe Mendes Roque da Escola Aniger Francisco de M. Mellilo e Júnior de Paula Ferreira, do Instituto Formar.

Eliete Nunes e o Prefeito Barjas Negri durante a saudação inicial

 

Antes da Batalha começar de fato, o Prefeito Barjas Negri e a Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Eliete Nunes fizeram uma saudação ao público. Eliete ressaltou a importância de crianças e adolescentes brincarem e estudarem para ter um desenvolvimento saudável e, quando crescerem, poderem trabalhar com saúde e conhecimento. Barjas lembrou que o poder público tem que pautar sempre o assunto do trabalho infantil e oferecer oportunidades para as crianças e adolescentes continuarem estudando, além de ofertas de lazer e de cultura para que todos possam usufruir.

A Batalha Musical e o passeio das crianças ao zoológico, do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, Case (Centro de atendimento Socio Educativo) encerram a programação em alusão ao 12 de junho, dia Mundial e Nacional contra o trabalho infantil, feita pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) e pela Competi. A programação incluiu capacitação de agentes públicos, panfletagem em semáforos e no comércio sobre os males do trabalho infantil e passeatas nos bairros feitas pelos usuários dos Cases.

Usuários do Case Parque Orlanda durante passeata

A política de enfrentamento ao trabalho infantil, porém, continua na ação diária do trabalho da assistência e da Competi. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social tem como prioridade o atendimento as crianças e adolescentes encontrados em situação de trabalho infantil ou irregular. Quando um caso é detectado ou há uma notificação por meio do Conselho Tutelar, a criança e suas famílias tem atendimento prioritário para que seja cessada a violação do direito. Os casos detectados e notificados tem atendimento prioritário nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social, no serviço complementar e as crianças têm vaga prioritária nos serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, como o Case (Centro de Atendimento Socioeducativo) e no Gerações. Atualmente 99 crianças são atendidas pelos serviços da assistência para a superação desta condição. A Competi realiza reuniões mensais na casa dos Conselhos, com a finalidade apoiar o órgão gestor da Assistência Social na articulação intersetorial e interinstitucional para o enfrentamento ao trabalho infantil.

O 12 de junho - O dia Mundial contra o Trabalho Infantil foi instituído por resolução da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em 2002. No Brasil, a data foi instituída em 2007, pela lei 11.542.

O tema deste ano Piores Formas: Não proteger a infância é condenar o futuro!” começa com piores formas porque neste ano o Brasil comemora os 10 anos da lista TIP, a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, promulgada por meio do Decreto 6.481, de 12 de junho de 2008, que se tornou referência para o combate ao Trabalho Infantil no país.

Seas panfletando nas ruas centrais

A lista, conforme material informativo da AgendaPETI, do Ministério do Desenvolvimento Social, “enumera 93 atividades que passam a ser enquadradas na lista de piores formas de trabalho infantil por causarem danos à saúde física, mental e moral de crianças e adolescentes. Incluem-se, as formas ilegais de trabalho infantil, como o aliciamento para o tráfico de drogas, a exploração sexual, o uso de crianças e adolescentes para produção de material pornográfico, venda de crianças e adolescentes para diversos fins, etc. A divulgação da Lista lançou luz sobre formas de trabalho infantil que não eram reconhecidas ou ainda naturalizadas, como o trabalho doméstico, por exemplo. Além de descrever as piores formas, o decreto mostra os riscos associados e os impactos sobre a saúde das vítimas, que vão desde o cansaço físico até o risco de morte.”

Símbolo – O cata-vento de cinco pontas coloridas (azul, vermelha, verde, amarela e laranja), como símbolo, foi escolhido em 2004 durante a caravana Nacional pela Erradicação do Trabalho Infantil. O cata-vento significa movimento, sinergia, atividade na luta contra o trabalho infantil com uma atitude positiva de ação, de proposta, de solução.

 

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Centro de Comunicação Social

Sabrina Rodrigues Bologna: 31076

 

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