Saúde vai testar 1.000 moradores das comunidades Frederico, Três Porquinhos, Portelinha e Pantanal

Autor: Romualdo Cruz Filho

A Secretaria de Saúde vai realizar neste sábado (19) 1.000 testes IGM/IGG em moradores das comunidades Frederico, Três Porquinhos, Portelinha e Pantanal. O inquérito sorológico abrangerá cerca de 15% dos moradores de cada unidade habitacional, sintomáticos e assintomáticos para Covid-19, a fim de avaliar o comportamento do novo coronavírus em Piracicaba, especialmente nessas comunidades carentes, para o desenvolvimento de políticas públicas específicas. A testagem é fruto de uma parceria com a empresa Raízen, unidade Costa Pinto, que doou os testes para esta finalidade.

De acordo com o Departamento de Atenção Básica (DAB), a ação será direcionada especialmente a pessoas com comorbidades, como doenças cardíacas, hepáticas, respiratórias, diabetes e obesidade, com registro no cadastro das unidades de saúde de referência. “Vamos comunicar essas pessoas sobre a testagem, para que elas compareçam no dia, com hora marcada, evitando aglomerações nos locais de atendimento. Serão feitas também buscas ativas preliminares, por intermédio dos agentes comunitários de saúde (ACS) das unidades envolvidas, para garantir o sucesso da testagem”, explicou Tatiana Bonini, coordenadora de enfermagem do DAB.

O trabalho na Comunidade Frederico, com 1.500 moradores cadastrados na rede municipal de saúde, será realizado pelas equipes da USF Bosques do Lenheiro 1 e 2, que vão atender 220 pessoas definidas para a amostra. À Três Porquinhos, com 950 moradores cadastrados, foram destinados 140 testes, que ficarão sob a responsabilidade da equipe da USF Kobayat Líbano. Na Portelinha (3.450 moradores cadastrados) serão 500 exames, sob a responsabilidade das USFs Tatuapé 1 e Monte Líbano 2. E a Pantanal (900 moradores cadastrados), envolvendo mais 140 pessoas a serem testadas, terá a cobertura de profissionais das USFs Itapuã 1 e 2.

O Secretário de Saúde dr. Pedro Mello falou sobre a importância da parceria neste momento de pandemia e da escolha das comunidades carentes para o inquérito sorológico. “As grandes empresas da nossa cidade têm se sensibilizado com o cenário da saúde pública e procuram nos ajudar de alguma forma. A Raízen, por intermédio do seu coordenador administrativo Edenilson Aparecido de Almeida, e da senhora Virgínia Progete Melega, enfermeira do trabalho, nos propôs esta colaboração e a aceitamos prontamente o desafio. Assim organizamos, junto à nossa equipe de apooio da Atenção Básica, todo o protocolo para a testagem”.

Para Pedro Mello, “é fundamental a construção de uma base de dados ampla sobre a pandemia no município, especialmente junto às comunidades carentes, com cultura diferenciada, para que possamos conhecer melhor o comportamento do novo coronavírus e da Covid-19 e assim desenvolvermos estratégias adequadas par enfrentá-lo”.


 

 

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