Piracicaba

.: Piracicaba é 1ª cidade a instalar botoeira sonora com novas exigências do Contran

Data: 05/10/2018

A Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran), instalou semáforo com botoeira sonora na avenida Antonia Pazinato Sturion, em frente à sede da Avistar (Associação de Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual de Piracicaba). A botoeira, que está em fase de testes, atende a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) número 704, de 10/10 de 2017, que estabelece padrões e critérios para sinalização semafórica com sinal sonoro para pedestres com deficiência visual. Piracicaba é a primeira cidade do Brasil a implantar este equipamento com as novas exigências.

Romualdo Crepaldi e Natalícia da Silva testam semáforo com botoeira sonora que atende a resolução do Contran 

De acordo com dados do Comdef (Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência), baseados no último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), Piracicaba possui, hoje, mais de 55 mil pessoas com algum tipo de deficiência visual. “A Administração trabalha para a inclusão de pessoas com deficiência no município. Fazemos adequações em prédios públicos já existentes, no caso dos deficientes visuais, com a instalação de piso tátil, por exemplo, e contemplamos as novas construções com essa ferramenta de acessibilidade e outras. Esse novo sistema facilitador da travessia de deficientes visuais é mais uma preocupação. Está em testes e, se aprovado, será instalado em outros pontos”, ressalta o prefeito Barjas Negri.

O equipamento está em funcionamento desde o dia 20 de setembro e deve substituir os semáforos sonoros comuns nos locais hoje já destinados à esta demanda. Uma das principais mudanças é que haverá a identificação dos equipamentos com sinalização em braile e alerta com mensagem verbal de indicação para orientar o pedestre, no lugar de apenas emitir um sinal quando o semáforo está vermelho.

A instalação dos novos semáforos com botoeira sonora está condicionada a outras adequações, como a colocação de piso tátil e rampa, por exemplo, para atender as necessidades das pessoas com deficiência visual. Após os testes, outros pontos estratégicos vão receber o equipamento.

Além do local citado, está prevista a instalação no Terminal Central de Integração (TCI) e no cruzamento das ruas Alferes José Caetano com 13 de Maio, onde está a Escola Estadual Morais Barros, que possui uma sala de aula para deficientes visuais. “Piracicaba é a primeira cidade do Brasil a implantar este equipamento com as novas exigências da resolução do Contran, uma das novas características do equipamento é a diminuição do volume do som no período noturno. Quando o equipamento estiver sendo comercializado, deveremos implantar em outros locais com grande volume de circulação de pessoas como o TCI, hospitais e Terminal Rodoviário Intermunicipal”, explica Jorge Akira, secretário de Trânsito e Transportes.

A data limite para os órgãos de trânsito se adequarem à resolução do Contran é 1º de janeiro de 2020.

FACILITADOR – Um dos principais desafios no dia a dia para Romualdo Crepaldi, conhecido como Magoo - alusão ao personagem de desenho animado que tem grave deficiência visual e se envolve em situações cômicas e perigosas por esse motivo – é se locomover. Por conta de uma doença degenerativa, começou a perder a visão aos 21 anos e, hoje, aos 48, tem apenas 5%. “Não consigo atravessar a rua sozinho. Preciso que alguém me ajude”, conta.

Atendido pela Avistar, Crepaldi utilizou o novo sistema semafórico com botoeira sonora e aprovou. “Hoje não podemos depender apenas da audição para atravessar, já que os carros estão com motores cada vez mais silenciosos. Quando percebemos, o carro está em cima. Então prefiro não arriscar. Utilizei o equipamento e achei mais eficiente que o outro. Ele age mais rápido”, avaliou.

Também atendida pela Avistar, Natalícia da Silva, 48 anos, perdeu a visão total há 24, por causa de um glaucoma. Mas isso não a impede de realizar atividades comuns a todos. “Uma grande dificuldade é estar em um ponto de ônibus e saber quando dar sinal para o ônibus certo”, diverte-se ela. Nesse caso e em outros, precisa da ajuda de outras pessoas. “Não atravesso a rua sozinha. Fico na calçada e espero que alguém me auxilie”, conta. Natalícia testou a botoeira sonora, a pedido da equipe do Centro de Comunicação Social da Prefeitura, e aprovou: “Facilita para os cegos e para quem tem baixa visão”, reforça.

Tanto Crepaldi quanto Natalícia e todos os atendidos pela Avistar recebem orientações sobre mobilidade para superar os desafios diários de uma pessoa com deficiência visual. Essas orientações ficam por conta do professor de educação física da associação, Eduardo Azzini. “Esse equipamento é importante para dar acessibilidade para as pessoas com deficiência visual, para que elas se sintam seguras ao atravessar a rua. Temos de melhorar muitas coisas, mas esses equipamentos ajudam muito na acessibilidade e na inclusão de pessoas com deficiência visual”, observa.

 

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